quarta-feira, 27 de junho de 2018

Mais de uma tonelada de drogas é incinerada em Aquiraz


Foto Aurélio Alves para O POVO

Mais de uma tonelada de entorpecentes foi incinerada na manhã desta terça-feira, 26, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A operação da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), pela Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), compreende material apreendido entre 2010 e este ano. 

Foram queimados 1.155.664,1 kg de maconha, 62.822,7 kg de crack, 78.157,7 kg de cocaína, 66,470 kg de mineíta (pó utilizado na mistura de cocaína) e 3.526 unidades de comprimidos psicotrópicos.
A operação foi liderada pela titular da DCTD, Socorro Portela. Participaram da ação o delegado geral da Polícia Civil, Everardo Costa, 12 inspetores, dois escrivães, dois agentes da Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará e um promotor de justiça. 

As drogas foram liberadas a partir de mais de 1.500 inquéritos policiais instaurados nesses oito anos. As apreensões ocorreram nos municípios de Acopiara, Amontada, Alto Santo, Caucaia, Cariré, Cedro, Fortaleza, Forquilha, Graça, Iracema, Itapipoca, Itaitinga, Jaguaribe, Maranguape, Milagres, Ocara, Orós, Quixeré, Redenção, Russas, Tianguá, Uruburetama e Viçosa do Ceará.
De acordo com a titular da DCTD, o trabalho requer tempo devido à necessidade de autorização judicial para incinerar a droga. Ela explica que a determinação pode ocorrer após o juiz receber o auto de prisão em flagrante e certificar a formalidade. O prazo para a incineração é de 15 dias.

"Nós sabemos que o Estado, assim como todo o Brasil, não tem um lugar seguro pra guardar as drogas. Então quanto mais rápido elas forem destruídas, é melhor pra todo mundo porque evita que voltem a circular. Com a destruição, acaba esse ciclo da droga", diz. "O juiz manda incinerar e fica uma mostra separada. Se houver alguma dúvida acerca do laudo pericial, essa uma pequena quantidade pode servir para uma nova perícia".
(Foto: Aurélio Alves / Especial O POVO) 
Pouco impacto 

O promotor de Justiça Antonio Luis Abrantes, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), diz que é preciso trabalhar para que os entorpecentes sejam incinerados logo após a apreensão. Ele fala ainda que, apesar do bom trabalho policial, as apreensões não causam grande impacto.

VIA O POVO ONLINE


0 comentários:

Postar um comentário